Planejamento de conteúdo: Parte 4 [final]


Finalmente chegamos à parte final dessa sequência de artigos sobre Planejamento de Conteúdo.


Hoje vamos fugir um pouco do tradicional. Falaremos sobre as diferentes plataformas e seus formatos de conteúdo. Já aviso que, embora o Pinterest seja uma plataforma que eu AMO usar, eu não uso ela no meu negócio e nunca estudei propriamente como otimizá-la, então ela não será abordada nesse texto.


Texto/blog


Quem aqui é das antigas nesse mundão virtual?

Iniciamos a produção de conteúdo através de texto, com blogs e conteúdo escrito. Esse formato foi o único disponível por muito tempo.


Há uma década atrás ele iniciou o seu declínio, perdendo espaço para conteúdos em foto e vídeo. Porém, de uns anos pra cá, as pessoas têm voltado a se interessar por conteúdo escrito e eu, como escritora bloqueada que sou, não poderia deixar passar a segunda onda dos blogs.


Percebo que os conteúdos que mais fazem sucesso em formato de texto são aqueles diretos, com bullet points e com subtítulos bem definidos. SEO é algo que pesa muito aqui.


Falando de frequência, há quem diga que "quanto mais melhor", que publicar todos os dias é o ideal. Eu, como consumidora desse tipo de conteúdo, fico incomodada com artigos diários para ler. Não é como se eu gostasse de apenas um blog. Acabo tendo que decidir qual site ler a cada dia e não conseguindo acompanhar todos da forma como eu gostaria.


Já blogs com postagens semanais são mais fáceis de se manter atualizados. Por isso, escolhi essa frequência de publicação aqui na pleena.


Youtube


Logo após os blogs, surgiu o YouTube. Essa é a segunda maior ferramenta de buscas da internet, perdendo apenas para o Google. Por isso é tão importante que você esteja presente por lá, tanto como consumidora quanto como produtora de conteúdo.


Mais uma vez aqui, dizem que "quanto mais melhor". Eu não acredito nessa máxima por dois motivos:


1. Não consigo acompanhar mil e um canais com vídeos todos os dias.

2. E a qualidade desses vídeos? Prefiro vídeos melhores/mais interessantes do que apenas para cumprir tabela.


Então vale avaliar qual a melhor frequência para você, variando de 1 a 3 vídeos por semana. O mínimo viável para você não ser punida pelo algoritmo é 1 vídeo por semana.


Falando de formatos... Ok, o formato básico é vídeo, mas você já reparou que existem tipos variados de vídeos?


No meu canal, os vídeos são apenas das mãos. Depois temos os vlogs, que podem ser mais ou menos elaborados. E por último os vídeos informativos, com o intuito de te ensinar alguma coisa.


Facebook


Ah, uma das redes sociais mais antigas ainda existente. A dinâmica do Facebook é toda dele. Temos perfis pessoais e páginas. Quer criar uma comunidade? Um grupo de pessoas que gosta da mesma coisa? Aqui é o seu lugar.


Temos duas formas de gerar conteúdo aqui (ao meu ver): postando apenas na nossa página e esperando que as pessoas nos encontrem e nos sigam; ou participando de páginas de grupos com interesses similares e fazendo postagens nessas páginas. Acho a segunda forma mais eficiente enquanto você ainda não tem uma base forte de pessoas na sua comunidade.


Eu, particularmente, não uso muito essa rede e tenho pleno conhecimento de que estou perdendo oportunidades de negócio. Porém, trabalhei exclusivamente com Facebook por algum tempo e acabei enjoando da plataforma. Quem sabe daqui uns meses eu volte a interagir mais por lá.


Instagram


A rede queridinha dos millenials (ou seja, a minha também).


Inicialmente começou com o foco nas fotos, mas hoje stories são a sua maior fonte de audiência (embora eles queiram nos enfiar os reels goela abaixo).Nessa rede, sim, a máxima "quanto mais, melhor" é verdadeira. O conteúdo aqui tem duração curtíssima de relevância (post no feed dura no máximo 48h, stories 24h). Mas para sermos realistas, postar no feed 3x por semana já está ótimo.


Aqui temos diversos tipos de conteúdo (vídeos, reels, stories, fotos, cards e carrossel). Para ter o melhor aproveitamento da rede, o ideal é revezar entre os formatos, com estratégia. Por exemplo, reels é conteúdo de topo de funil, para trazer mais gente para o nosso perfil, e assim por diante. Meu objetivo aqui não é uma aula de marketing, e sim um apanhado geral de como as redes sociais funcionam para que você crie conteúdo digital😉


Tiktok


Por último, mas não menos importante, TikTok, a rede queridinha da geração z e a que possui o melhor algoritmo de seleção de conteúdo.


Essa rede é a mais efêmera de todas. Conteúdo aqui não dura 1 dia. Se você pretende crescer nela, pode postar de 3 a 5 vídeos por dia para atingir uma audiência boa.


Por aqui, não existe o costume de seguir as pessoas (por mais que essa opção exista). As métricas que mais contam são número de vezes que cada vídeo é visualizado e número de compartilhamentos.


Eu estou no Tiktok também, mas posto de 1 a 2 vezes por semana apenas, afinal sei que a geração mais nova não é exatamente o meu público alvo.


Falando em tipos de conteúdo, essa rede é apenas de vídeos curtos (variam de segundos até 3 minutos na sua maioria). Vídeos muito esteticamente elaborados não costumam performar muito bem, exceto quando se trata de transições ou edição de vídeo. A audiência quer o real, o cru, ou a dancinha, o conteúdo de entretenimento puro.



Sobre criar conteúdo digital


Se você leu esse artigo até aqui, das duas uma: ou você cria ou quer criar conteúdo, ou você gosta muito do meu trabalho (muito obrigada s2). Acredito que tenha dado para perceber que trabalhar com conteúdo digital não é brincadeira de criança. Quanto mais redes você vai colocando dentro do seu fluxo de trabalho, mais complexa a sua gestão fica e mais planejamento é necessário. Então não vamos menosprezar criadores de conteúdo, vamos valorizar curtindo, comentando, seguindo e divulgando aquelas pessoas que fazem um bom trabalho e contribuem para a nossa vida, seja nos ensinando algo, seja deixando os nossos dias mais leves.

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