Há algum tempo, acompanhei o webinar da Thais Godinho do blog vida organizada (olha ele aqui mais uma vez, o que posso fazer, ela é minha mentora nesse mundo da produtividade e organização). A aula durou 4h!!! Fico muito feliz de não ter aprendido nada de novo durante as primeiras horas, isso para mim significa que estou muito bem alinhada e com todos os meus conhecimentos, rotinas e práticas afiados. Mas você se engana se pensa que foi tempo perdido para mim. Mesmo ela abordando assuntos como planejamento diário, diferença entre compromissos e afazeres, o que deve ir na agenda ou na lista de tarefas (tudo coisa que eu já estou careca de saber), ela me relembrou alguns detalhes que não estavam fazendo parte da minha vida nesse momento e que eu gostaria de reaplicar, como o estudo por ciclos, por exemplo.

Fiz questão de participar desse webinar por um objetivo, conteúdo específico: organização de notas/conhecimento com o método Zettelkasten utilizando o Obsidian. Não foi, e nem era esse o propósito do encontro, uma exposição detalhada do método ou da ferramenta. Mas foi uma apresentação geral dos conceitos e como aplicá-los. Tenho uma meta de voltar aos estudos acadêmicos, formais. Inclusive havia me inscrito no mestrado em Linguística Aplicada da Unisinos, porém o curso (junto com muitos outros) foi descontinuado. Assim, tive que ajustar o curso, mudar os prazos e pensar em novas formas de fazer as coisas.

Para voltar a estudar e fazer meu mestrado em Comunicação, preciso montar um projeto de dissertação e, para isso, preciso voltar a estudar, produzir conteúdo acadêmico e todo o webinar girava em torno desse assunto.

Mas qual a moral da história? Por que vim contar sobre essa aula que participei (e que não está mais disponível)?

Porque é importante sabermos o que procuramos ao consumirmos qualquer conteúdo. Metade do conteúdo não me seria (e não foi) novidade, mas me valeu muito por relembrar certos conceitos e eu estava procurando algo muito específico. Quando sabemos exatamente o que procuramos (conhecimento específico, inspiração, entretenimento...) usamos nosso tempo limitado de forma muito mais consciente e eficaz.




Ontem comentei no meu instagram (@pleena.plan) que o dia estava difícil, que seria um dia de mínimo viável diário. Mas o que é isso?


Essa ideia me foi apresentada pela Thais Godinho, do blog Vida Organizada (assim como muitas das técnicas e ferramentas de organização que eu aplico na minha vida). Ela conta neste post da onde surgiu a ideia de aplicar o conceito do Produto Mínimo Viável que as start-ups usam em seus lançamentos, na organização da vida.

Eu nunca tinha usado esse termo, preferindo sempre a me ater às top 3 do dia, prioridades do dia etc. Porém, quando me deparei com um dia de baixíssima energia, onde o corpo todo doía e a mente estava cansada, percebi que usar "prioridades" não fluía com o sentimento do dia. Se estou me sentindo mal, não quero dar a mínima para prioridades, quero fazer o MÍNIMO VIÁVEL para que o dia não vá por água abaixo, a casa não pegue fogo e eu não perca o meu emprego.

Qual é esse Mínimo Viável Diário? No meu caso, varia diariamente. Ontem, quando estava passando por um dia de MVD, a minha lista era composta de:

  • responder mensagens (slack, whatsapp, instagram, emails)

  • lavar meu cabelo (pois teria compromisso no dia seguinte)

  • limpar a pia da cozinha

  • repor os sacos de lixo

  • revisão de texto por 2h

  • planejamento de conteúdo de agosto para a pleena (planejei apenas uma semana, afinal, mínimo viável diário)

Ao invés de lavar roupa, deixei ela no cesto. Ao invés de cozinhar o almoço, aproveitei o momento para dormir e descansar. Ao invés de planejar o conteúdo para o mês inteiro, planejei a primeira semana e já comecei a produzir esse conteúdo, afinal fiquei inspirada a escrever sobre esse assunto.

Você já pensou no seu mínimo viável diário? Já se deu permissão de fazer apenas o necessário e deixar o corpo descansar, seja por doença ou por estar exigindo muito dele por muito tempo?

Sim, eu estou aqui também "ouvindo" o meu próprio conselho... Sou conhecida por emendar e trabalhar o dia inteiro.


Quem convive comigo sabe que detesto marcar coisas de manhã. Para mim, as primeiras horas do dia servem para eu me ambientar, fazer coisas por mim e focar na prioridade do dia.

E não sou a única. Diversos autores abordam o tema de que como você gasta as horas iniciais após acordar impacta diretamente no restante do seu dia. Seja o milagre da manhã , good morning, good life , clube das 5h da manhã ou o caminho do artista , todos esses livros concordam que deter o controle do que acontece na sua manhã é essencial para ter um bom dia. Basta fazer uma busca rápida e ver quanto se fala disso pela internet.

A febre é tanta que chegou até ao Tiktok com o desafio 75 hard.

Ah, Iohana, mas eu acordo correndo para trabalhar, logo que acordo preciso correr para arrumar meus filhos para a escola, etc.

Na parte dos filhos eu confesso que não tenho experiência, mas acredito que (tirando a fase do puerpério) os mesmos conselhos se apliquem.

Se temos um horário específico, demarcado por fatores externos, para começar "oficialmente" o dia, então temos que acordar mais cedo e com tempo suficiente para aproveitar o período antes de "sair de casa" (aqui eu uso esse termo entre aspas pois com o trabalho em casa sendo cada vez mais frequente, sair de casa apenas quer dizer começar a trabalhar).

Ah, mas eu já durmo pouco, não quero acordar ainda mais cedo.

Na realidade, esse é o problema. Você não precisa dormir pouco, apenas precisa dormir mais cedo. A questão toda é que quando começamos o dia correndo e fazendo mil e uma coisas que não queremos, quando chega o fim do dia, focamos em prazeres rápidos pois sentimos que finalmente temos o controle da nossa vida. Aí que está TODO o ponto central desse post.

Ao dormir mais cedo e acordar mais cedo, você começa o dia nos SEUS termos, fazendo POR VOCÊ o que VOCÊ QUER. Assim você consegue mudar o sentimento de que o seu dia não é propriamente seu.